quinta-feira, janeiro 18, 2007

Novos tempos, velhos hábitos.

Novos tempos, velhos hábitos.


O Brasil com certeza é o campeão mundial de esquisitices eleitorais, diríamos. Talvez na esperança de chamar a atenção do eleitorado. Muitos candidatos usam do artifício dos apelidos no lugar do nome próprio. Então o que vemos é um emaranhado de alcunhas absurdas, exóticas. Nesses tempos de Democracia vale de tudo. E como se não bastasse a infinidade de candidatos que usam seus nomes verdadeiros, ainda temos de nos conformar com os tais candidatos.
Novos tempos, velhos hábitos.

À propósito deles, não se tem informação de vitórias nos pleitos a que concorrem, menos mal, sem ter a intenção de discriminá-los. Em todas as regiões do Brasil eles estão presentes, firmes candidatos. Já tivemos notícias até de animais de estimação candidatos a vereador, deputado... Quanta seriedade. Num país onde hoje se respira um clima mais ameno na área política. País esse que caminha a passos mais firmes rumo a sua saída do terceiro mundo. Ainda aparecem pessoas querendo aparecer (só pode ser isso mesmo) querendo avacalhar, brincar, como se fosse uma boa hora para tal.

E com todo respeito aos “Zoe Bad Boy, O retorno” “Eustáquio do Biscoito, na boca do povo” “Josés” “Joãos” filhos de Beltrano e Sicrano; deveriam ter um pouco mais de criatividade. O povo já cansou dessas delongas. Hoje pelo menos já sabemos qual papel é o nosso nesse processo todo. Hoje cobramos mais educação, respiramos mais cultura. O eleitor brasileiro pede um pouco mais de originalidade, mais apreço. Assim, acreditamos que afora a competência, honestidade e caráter é possível que escolhamos um candidato por quem sabe um nome mais decente.